Livro de estreia · projeto em aberto
O andar de bêbado pela própria vida
31 anos reescritos em 31 dias
Não é autoajuda. Não tem fórmula, nem mapa pronto — o mapa é justamente o que este livreto desmonta.
A vida é vivida antes de ser entendida. O sentido só aparece de longe, quando a gente olha pra trás e o zigue-zague finalmente parece uma linha.
Este site não vende nada. É o bastidor de um livro que ainda está sendo escrito.
random walk · passeio aleatório
“Torna-te quem tu és.”
Nietzsche · epígrafe
Causo de buteco com filosofia aplicada, música brasileira e humor mineiro. Capítulos curtos, pra ler de pé no ônibus ou sentado no bar.
o passo torto continua abaixo
Apenas um rapaz latino americano que trabalhava com dados, BI, tecnologia e estratégia há 10 anos. Após algumas intempéries, resolveu passar um mês olhando pra própria vida com a mesma teimosia com que se olha uma série de números que não fecham, antes de voltar pro mercado.
Saiu daí um livro sobre o andar do bêbado — o random walk: cada passo parece torto, a trajetória só faz sentido depois, e mesmo assim não é sentido nenhum, é só a forma que a gente inventa pro que já passou.
São sete partes temáticas e um fechamento, mais de 60 capítulos curtos. Fé, dinheiro, presença, fracasso, amor, música, tempo. Nada disso resolvido.
“Não sou filósofo. Não sou influenciador. Sou só um tolo errante.”
Nasceu de um fracasso deliberado.
Durante quase um mês, ele virou laboratório de si mesmo. Sem crachá, sem cliente fixo — testou mais de trezentos formatos de conteúdo pra decifrar o algoritmo do jeito que decifrava dado de empresa: com método, não com achismo.
Personagem de terno. Descalço na casa bagunçada. Malandro mineiro, bicheiro maneiro. Um mascote de IA batizado Dadinho Pistola. Mais de 400 conteúdos — cada um, uma versão diferente dele.
“Só estava testando quanto tempo aguentava fingir ser outra pessoa antes de voltar a ser ele mesmo.”
A recompensa: sete bloqueios por direitos autorais em mais de 250 territórios. Mais de cem mil visualizações, uns nano-seguidores novos — e uma certeza que nenhum gráfico deu.
A resposta não veio de métrica nenhuma. Veio dele, cansado, sentado no chão de casa, sem personagem, sem terno, sem óculos escuros. Decidiu que já sabia o suficiente sobre o que não era. Faltava escrever sobre o que é.
Daí um pequeno sabático — não fugir das redes de vez, só sair de cena um pouco. A linha entre loucura e lucidez que ele queria explorar não cabe num vídeo de trinta segundos. Ali, ele já estava sendo lido como louco, bêbado, com ideia grande demais pro recorte solto. Numa página, cabe.
O algoritmo não distingue conquista de desabafo. Só distingue métrica. O livro é a escolha do silêncio como método — não como fuga.


Projeto em construção. Sem pressa, tijolo por tijolo.
Atrator estranho de Lorenz, o famoso Efeito Borboleta · A ordem que só aparece depois
1 mês
de escrita bruta
7 + 1
partes e fechamento
60+
capítulos curtos
—
data de lançamento
Sem formato ideal, fazendo a curadoria de momentos vividos, com algumas poucas referências que tenho da música, literaratura, filosofia, estatística, dados e tecnologia.
Quando chegar num formato bom o bastante (nunca vai ser perfeito), eu paro, lapido e planejo a distribuição. Deve ser digital; quiçá vire objeto físico, só pra juntar poeira na estante. Papel não dá dinheiro, eu sei, mas uns dois ou três ainda gostam de sentir isso na mão, nos olhos, na alma.
cada traço, uma reescrita · a última é a que existe
Sumário provisório
IA Casca e o Menino
a armadura que salvou um menino magoado, e o preço de nunca tirar ela.
IIO Jogo e o Tabuleiro
dado, xadrez, estatística — o que a vida ensina quando vira jogo de verdade.
IIIMapas Que Não Existem
todo caminho pronto, toda fórmula de sucesso — inclusive a que ele tentou seguir nas redes.
IVO Acaso e Quem Ele Trouxe
o que o acaso trouxe sem avisar, e o tanto que curou sem pedir.
VAs Flores
as filhas — o motivo de continuar correndo mesmo já tendo amor de sobra.
VIA Estrada e a Festa
os amigos, a música, o riso coletivo — o oposto de jogar sozinho.
VIIChama, Não Explosão
fogo pequeno que aquece contra fogo grande que queima quem tá por perto.
—Fechamento
o livro termina — mas não com resposta pronta.
O Menino Debaixo da Casca · Parte I · começo do capítulo
Teve um menino que aprendeu a errar antes de aprender a entender. Apanhou — da vida, do mundo, de gente que não devia ter batido — e aprendeu, cedo demais, que sobrevivia quem ficava duro. Treinou uma casca grossa. Construiu um personagem forte, vencedor, blindado, porque parecia que era isso que o mundo cobrava de volta.
Passei anos assim. Testei formato atrás de formato tentando provar alguma coisa pra gente que nem sabia meu nome — personagem bravo, sério, manso, bobo, inocente, viril, burrão, professor, especialista, consultor — mais de trezentos jeitos diferentes de tentar merecer atenção de quem eu nem conhecia.
…
Quer ler o resto? Me chama.
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Fotos tiradas nos últimos dias. Janelas quentes num fundo frio: cada uma tem um capítulo atrás dela.

faísca do caos · gatilho pequeno, consequência grande



pequenos fragmentos
PRÓLOGO
“Eu vivo antes de entender. Só depois, lendo, ouvindo, tropeçando numa frase, é que consigo dar nome pro que já vivi”
ERROS
"O tolo errante erra, aprende, e aprende com o erro a errar mais leve. Não para de errar, isso não vai acontecer, mas pra machucar menos gente no caminho."
INSIGNIFICÂNCIA
“Somos poeira cósmica, grão de areia num oceano vasto e desconhecido. E, ao mesmo tempo, a vida pode ser rara pra caralho.”
ESTATÍSTICA
“Seis mil exoplanetas confirmados. Nenhum gêmeo real da Terra.”
ESPELHO
“O silêncio, às vezes, é a resposta mais sábia que existe, não a mais triste.”
CLICHÊ
“Prefiro ser feliz do que ter razão.”
Vinícius
Mineiro, pai de duas flores gêmeas, especialista em BI e dados. Passou anos organizando a vida dos outros em painéis e descobriu que a própria não caberia em nenhum indicador.
Deixando o Azulzinho voar, a versão mineira do Pássaro Azul do Bukowski, aquele que a gente guarda no peito e não deixa ninguém ver, escondido atrás de garrafas e fumaça.
Escreve porque não sabia o que pensar, até juntar tudo em palavra escrita
disco de ouro · mapa enviado pro universo desconhecido, sem saber quem recebe
Em 1977 a Nasa parafusou um disco de ouro numa sonda e chutou pro escuro. Dentro: nossa localização exata, o mapa pra chegar aqui, a anatomia dos nossos corpos, o som de um coração batendo. Tudo de mão beijada, sem saber quem abre o pacote do outro lado.
Tem físico sério, de cadeira de rodas e voz de robô, que já disse que foi ousadia demais: entregamos endereço e fraqueza pra qualquer civilização predatória que estivesse escutando — e uma civilização capaz de nos ouvir é, por definição, capaz de nos aniquilar. Nenhum dos dois lados desse debate vai viver pra saber quem tinha razão.
Aqui o risco é bem menor: só um e-mail de vez em quando — um trecho novo, uma dúvida no meio do caminho. Você fica com o meu endereço, não com o contrário.
Sem calendário, sem promessa. Quando eu tiver algo pra dizer, eu digo.
Sinal enviado. Quando eu tiver algo pra dizer, eu digo.